O que é Fator R?
O Fator R compara a folha de salários da empresa com a sua receita bruta em determinado período. A lógica é incentivar atividades de serviços que possuem maior proporção de mão de obra.
Na prática, ele funciona como uma chave: dependendo do resultado, a mesma atividade pode ser tributada por um anexo ou por outro.
Quanto precisa dar o Fator R?
A referência é 28%. A fórmula simplificada é:
Fator R = folha de salários ÷ receita bruta
Exemplo prático. Receita acumulada nos últimos 12 meses: R$ 300.000. Folha considerada no mesmo período: R$ 90.000.
R$ 90.000 ÷ R$ 300.000 = 30%. Nesse exemplo, a empresa ultrapassaria o percentual de 28%.
Qual a diferença entre Anexo III e Anexo V?
| Anexo | Receita até | Alíquota nominal da 1ª faixa |
|---|---|---|
| Anexo III | R$ 180 mil | 6% |
| Anexo V | R$ 180 mil | 15,5% |
Mas atenção: alíquota nominal não é necessariamente o percentual efetivamente pago. O cálculo do Simples considera a receita acumulada e a parcela a deduzir conforme a faixa. Por isso não basta multiplicar o seu faturamento pela diferença de 9,5 pontos.
Quais atividades podem usar o Fator R?
Não basta a empresa ser “prestadora de serviços”. É necessário verificar se a atividade está entre aquelas submetidas à regra do Fator R. Por isso o CNAE importa tanto.
Duas empresas que fazem coisas parecidas no dia a dia podem estar em anexos diferentes só por causa do CNAE que foi escolhido na abertura — e essa é uma das revisões mais rentáveis que uma contabilidade pode fazer.
Pró-labore entra no Fator R?
A composição da folha considerada no cálculo possui regras específicas. O planejamento precisa considerar corretamente os valores elegíveis.
É por isso que aumentar o pró-labore simplesmente para tentar atingir os 28% pode não ser uma boa decisão sem fazer as contas antes.
Vale a pena aumentar o pró-labore para chegar a 28%?
Depende. É preciso comparar a economia tributária contra o custo previdenciário e os demais impactos. Às vezes vale. Às vezes não.
Uma empresa que fatura pouco e teria de inflar demais a folha pode acabar pagando mais em contribuição do que economiza em imposto. Outra, com folha já existente, pode estar a poucos pontos de mudar de anexo sem gastar nada a mais.
O Fator R pode reduzir muito o imposto?
Pode. Mas depende da atividade, do faturamento, da folha, do pró-labore, do histórico dos últimos 12 meses e do enquadramento. É uma conta, não uma promessa.
Você presta serviço e paga 15,5% ou mais no Simples?
Pode valer a pena fazer a conta antes de aceitar essa alíquota como definitiva. A gente confere o seu CNAE, a sua folha e o seu faturamento dos últimos 12 meses e diz se o Fator R se aplica ao seu caso.
Perguntas frequentes
Fator R é obrigatório para todas as empresas?
Não. Ele se aplica apenas a determinadas atividades de serviços previstas na legislação.
Toda empresa pode pagar 6%?
Não. A alíquota depende do anexo aplicável, da atividade e da faixa de receita.
Fator R é 28%?
A regra utiliza a relação de 28% entre folha de salários e receita bruta para determinadas atividades.
Pró-labore ajuda no Fator R?
Pode compor os valores considerados, conforme as regras aplicáveis. Mas aumentar pró-labore sem calcular pode custar mais do que economiza.
Anexo III é sempre melhor?
Não necessariamente. É preciso calcular considerando a alíquota efetiva e o custo da folha.
Com que frequência o Fator R deve ser revisto?
O cálculo considera os últimos 12 meses, então ele muda ao longo do tempo. Empresas em crescimento devem revisar periodicamente.
Leia também
Base legal consultada
- Lei Complementar nº 123/2006 — Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, anexos III e V.
- Resolução CGSN nº 140/2018 — regulamentação do Simples Nacional e das atividades sujeitas ao Fator R.
Conteúdo produzido pela equipe da Contabilidade Rápida, escritório registrado no Conselho Regional de Contabilidade. Última atualização: 16 de agosto de 2026.